Até que a vida fosse minha
Romance
Até que a vida fosse minha
por Carla Matos
Existem histórias que não começam quando alguém decide mudar. Elas começam muito antes, nos silêncios da infância, nas ausências, nos medos aprendidos cedo demais e nas escolhas feitas quando sobreviver parecia ser a única opção. Em “Até que a vida fosse minha”, Carla Luciana Matos apresenta a trajetória de Helena Duarte, uma personagem ficcional construída a partir de experiências verdadeiras. Sua história atravessa infância marcada pela pobreza e por lembranças fragmentadas, relações familiares complexas, racismo, maternidade, fé, trabalho, dependência, violência dentro do casamento e o difícil processo de reconstruir a própria identidade. Helena não é apresentada como uma heroína perfeita. Ela hesita, suporta, tenta, erra, protege, trabalha, ama e, aos poucos, começa a perceber algo que durante anos permaneceu escondido: cuidar de todos não pode significar desaparecer de si mesma. A liberdade que busca não acontece em um único momento; primeiro nasce por dentro, enquanto ela aprende a reconhecer sua própria capacidade, seus limites e o direito de construir uma vida que também lhe pertença. Mais do que uma narrativa sobre dor ou superação, este é um livro sobre memória, identidade, maternidade, dignidade e reencontro consigo mesma. Uma história que mostra que uma vida pode carregar sofrimento sem ser definida somente por ele — porque também existem música, afeto, trabalho, fé, alegria, escolhas e novos começos. “Até que a vida fosse minha” é a história de uma mulher que passou anos pertencendo às necessidades dos outros até compreender que também precisava pertencer a si mesma.
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